ENEM 2018 · Ciências da Natureza · Biologia · evolução
Questão 111 do ENEM 2018
Resposta: letra E. A questão aborda a estratégia evolutiva que melhora a eficiência da polinização por vento em plantas. O vento não é seletivo como os polinizadores bióticos, então as plantas desenvolvem adaptações físicas para maximizar a dispersão do pólen pela ação do vento. O comando exige identificar qual característica morfológica favorece esse processo.
A polinização, que viabiliza o transporte do grão de pólen de uma planta até o estigma de outra, pode ser realizada biótica ou abioticamente. Nos processos abióticos, as plantas dependem de fatores como o vento e a água.
A estratégia evolutiva que resulta em polinização mais eficiente quando esta depende do vento é o(a)
- ADiminuição do cálice.
- BAlongamento do ovário.
- CDisponibilização do néctar.
- DIntensificação da cor das pétalas.
- EAumento do número de estames.Resposta correta
Como resolver a questão 111 passo a passo?
O conceito que resolve
A polinização anemófila (por vento) depende de adaptações que aumentem a produção, a liberação e o transporte do pólen. Como o vento não é atraído por cores ou odores, as plantas evoluem estruturas que maximizam a superfície de contato com o ar e facilitam a dispersão das partículas de pólen. Isso inclui características como maior número de estames (que produzem pólen), pólen leve e seco, e inflorescências expostas. Outras adaptações, como néctar ou pétalas coloridas, são típicas da polinização por animais (zoófila) e não se aplicam aqui.
Como chegar na resposta
- Identificar o agente polinizador: O texto menciona que a polinização abiótica depende do vento. Portanto, a estratégia deve ser específica para otimizar a dispersão pelo vento, não por animais.
- Analisar cada alternativa sob a ótica da polinização anemófila: Verificar qual característica morfológica ou fisiológica aumenta a eficiência da dispersão do pólen pelo vento.
- Eliminar alternativas relacionadas à polinização zoófila: Néctar (C) e pétalas coloridas (D) atraem animais, não o vento. O cálice (A) e o ovário (B) não estão diretamente ligados à produção ou dispersão do pólen.
- Focar na produção de pólen: O vento precisa carregar o pólen. Quanto mais pólen for produzido e exposto, maiores são as chances de polinização. O aumento do número de estames (E) eleva a quantidade de pólen disponível, otimizando a polinização eólica.
- Confirmar a lógica evolutiva: Plantas como gramíneas (polinizadas pelo vento) têm muitos estames e pólen leve. Isso corrobora a escolha.
Por que cada alternativa
- ADiminuição do cálice: O cálice protege a flor quando ela está em botão. Sua redução não contribui para a dispersão do pólen pelo vento. Erro: Confunde estrutura protetora com adaptação para polinização eólica. Além disso, o cálice não está envolvido diretamente na produção ou liberação de pólen.
- BAlongamento do ovário: O ovário é a parte que se desenvolve em fruto após a polinização. Seu alongamento não influencia a dispersão do pólen pelo vento. Erro: Mistura estrutura reprodutiva feminina (ovário) com estratégia de polinização masculina (pólen).
- CDisponibilização do néctar: O néctar é um atrativo para polinizadores animais, como abelhas e beija-flores. Erro grave: Associa uma adaptação para polinização zoófila (por animais) a um processo abiótico (vento).
- DIntensificação da cor das pétalas: Pétalas coloridas atraem polinizadores visuais, como insetos e aves. Erro: Ignora que o vento não é atraído por cores. Essa alternativa é típica de plantas que dependem de animais para a polinização.
- EAumento do número de estames: Os estames são as estruturas que produzem pólen. Mais estames = mais pólen. Como o vento é inespecífico, quanto mais pólen for produzido e exposto, maiores as chances de que grãos alcancem o estigma de outra flor. Isso resolve o comando, pois otimiza a polinização eólica.
Onde essa questão derruba a maioria
A alternativa C (néctar) e D (cores nas pétalas) são armadilhas clássicas, pois são adaptações para polinização por animais. O estudante pode cair nelas por associação automática com flores conhecidas (como as de jardim), esquecendo que a questão fala em vento. Já as alternativas A e B são distratores que testam se o aluno confunde partes da flor com funções de polinização.
O que estudar se você errou
Relia o texto de apoio: ele diz que a polinização abiótica depende do vento. Então, qualquer alternativa que mencione atraentes para animais (néctar, cores) ou estruturas não relacionadas à produção de pólen (cálice, ovário) deve ser descartada. A única alternativa que aumenta a quantidade de pólen disponível para o vento carregar é o aumento do número de estames.
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