ENEM 2025 · Ciências da Natureza · Biologia · fisiologia humana
Questão 98 do ENEM 2025
Resposta: letra E. A questão aborda o risco de intoxicação por tetrodotoxina ao consumir sashimi de baiacu. A neurotoxina está concentrada nas gônadas e vísceras, e sua ingestão pode causar parada respiratória. A pergunta busca identificar a ação que evita essa intoxicação.
O sashimi (filé de peixe cru) de baiacu é uma iguaria muito apreciada no Japão. Entretanto, sua ingestão pode causar a morte por parada respiratória, pois esse peixe contém uma potente neurotoxina termoestável, a tetrodotoxina, que é produzida e armazenada nas gônadas e vísceras.
Que ação poderia evitar essa intoxicação?
- ACriar os peixes em cativeiro.
- BRealizar a pesca com redes.
- CConsumir peixes cozidos ou fritos.
- DPreparar o peixe em condições adequadas de higiene.
- EManusear o peixe sem provocar o rompimento dos órgãos internos.Resposta correta
Como resolver a questão 98 passo a passo?
O conceito que resolve
A tetrodotoxina é uma toxina termoestável, ou seja, não é destruída pelo calor. A intoxicação ocorre quando a toxina entra na corrente sanguínea, geralmente por meio do consumo de órgãos internos contaminados ou por contato com feridas abertas durante o manuseio. A prevenção depende de evitar a exposição à toxina, seja por meio de cozimento (que não destrói a toxina, mas pode reduzir o risco se os órgãos forem removidos corretamente) ou, mais eficazmente, pelo manuseio cuidadoso para evitar o rompimento dos órgãos que a contêm.
Como chegar na resposta
- Identificar a fonte da toxina: as gônadas e vísceras do baiacu.
- Compreender que a toxina é termoestável, então o cozimento não é uma solução garantida sem manipulação adequada.
- Analisar as alternativas: criar em cativeiro não controla a produção de toxina; pesca com redes não evita o consumo; consumir cozido ou frito não garante segurança se os órgãos estiverem presentes; higiene é importante mas não específica para esta toxina; manusear sem romper órgãos é a única forma de garantir que a toxina não entre no alimento.
- Concluir que a alternativa E é a correta, pois evita a liberação da toxina no alimento.
Por que cada alternativa
- ACriar os peixes em cativeiro não evita a intoxicação, pois a produção de tetrodotoxina é um fenômeno natural em algumas espécies de baiacu, independentemente do ambiente de criação. A toxina pode estar presente mesmo em peixes de cativeiro.
- BRealizar a pesca com redes não é uma medida de prevenção contra a intoxicação. A toxina está presente no peixe vivo; o método de captura não altera a concentração ou a presença da toxina nas gônadas e vísceras.
- CConsumir peixes cozidos ou fritos pode parecer uma solução, mas a tetrodotoxina é termoestável e não é destruída pelo calor. Se os órgãos internos contaminados forem ingeridos, o cozimento não evitará a intoxicação. Além disso, o cozimento pode concentrar a toxina em outros tecidos se não for feito corretamente.
- DPreparar o peixe em condições adequadas de higiene é importante para evitar outras doenças, mas não é específico para a tetrodotoxina. A higiene não destrói a toxina; ela deve ser removida ou evitada fisicamente.
- EManusear o peixe sem provocar o rompimento dos órgãos internos é a ação correta. A toxina está concentrada nas gônadas e vísceras. Se esses órgãos não forem rompidos durante o preparo, a toxina não entrará em contato com a carne comestível, evitando a intoxicação.
Onde essa questão derruba a maioria
A pegadinha comum é pensar que o cozimento (alternativa C) resolveria o problema, já que muitas bactérias e toxinas são destruídas pelo calor. No entanto, a tetrodotoxina é uma exceção; ela é termoestável. Portanto, a única forma segura de consumir o baiacu é garantir que os órgãos que contêm a toxina não sejam ingeridos ou contaminem o resto do peixe, o que é abordado na alternativa E.
O que estudar se você errou
É crucial lembrar que nem todas as toxinas são destruídas pelo calor. A tetrodotoxina é um exemplo de toxina termoestável. A segurança alimentar neste caso depende do conhecimento anatômico do peixe e de técnicas de preparo que evitem a contaminação cruzada com os órgãos tóxicos.
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